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Londrina - Os trabalhadores que destinaram parte do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na compra de ações da Vale do Rio Doce e da Petrobrás já estão sentindo os reflexos das turbulências que atingiram o mercado financeiro do País nas últimas semanas. Segundo o economista da L&B INVESTIMENTOS, Hélio Augusto Lot, de Londrina, este mês as ações da Vale acumulam desvalorização de 11% e as da Petrobras 13,1%.
No caso específico dos fundos de investimento formados com recursos do FGTS, as perdas médias da Vale, segundo Lot, estavam em 4% no mês e com ganho médio de 32%. Já os fundos de investimento que aplicaram os recursos do FGTS na compra de papéis da Petrobrás registram perdas de 20% no mês de junho e 6% no acumulado do ano. ''Este comportamento se deve basicamente às turbulências do mercado nas últimas semanas'', comentou Lot.
No caso dos investidores que apostaram nas ações da Petrobrás, o economista recomenda cautela sobre o que fazer com o investimento. ''O recomendável é aguardar o mercado se acalmar, e posteriormente acompanhar de perto o comportamento das ações e só então decidir se resgata o que foi investido ou não'', aconselhou.
Já para quem aplicou parte do FGTS na compra de ações da Vale, o economista recomenda aguardar até setembro, quando vence o prazo estipulado pelo governo para resgatar o investimento sem custos. Caso contrário, o investidor terá de pagar um ''pedágio'' de 5% sobre o valor investido. ''Esse percentual é equivalente ao desconto concedido aos investidores que utilizaram recursos do FGTS para comprar as ações'', disse. No entanto, observou Lot, mesmo resgatando agora e arcando com os 5%, os investidores que compraram ações da Vale ainda terão ganho.
Lot observou que o País ainda está no ''centro da turbulência'', e qualquer previsão sobre o comportamento das ações até setembro é puro exercício de futurologia. ''Este tipo de previsão é muito arriscada no mercado de ações'', comentou. No curto prazo, no entanto, Lot observou que a tendência é de valorização dos papéis da Vale e de estabilidade no caso da Petrobras.
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